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domingo, 11 de agosto de 2013

10 RAZÕES PARA DIZER NÃO AS DROGAS



As drogas é uma realidade dessa pós-moderna sociedade. Segundo o relatório das Nações Unidas contra as Drogas e Crime, em 2006, eram mais de 200 milhões de usuários no mundo. Neste mesmo ano foram produzidas mais de 45 mil toneladas de drogas, ou seja: mais de 45 milhões de kilogramas de drogas em 82 países e comercializadas em mais de 146 países, consumida por mais de 140 milhões de pessoas. As drogas, portanto, é um problema mundial.
Apesar de hoje, debater e até está descriminalizando o uso das drogas, ninguém pode negar os prejuízos que elas causam ao indivíduo, à família, ao Estado e consequentemente a toda sociedade.     
Por isso que a idéia de droga é sempre uma substância proibida ou não, legal ou ilegal, de uso nocivo ao indivíduo, modificando suas sensações, seu humor, suas funções e seu comportamento, prejudicando a si mesmo e outras pessoas. Por exemplo, o álcool, apesar de não ser ilegal seu uso, segundo o Ministério da Saúde, é o “campeão” de mortandade causa por drogas. Segundo Içami Tiba, mas da metade dos acidentes de trânsito é provocada pelo álcool, que por sua vez é o principal responsável de morte entre jovens de 15 a 24 anos.
Infelizmente, apesar de não termos dados precisos, se tem conhecimentos de meninas e meninos nascidos e até convertidos ao Evangelho, que entraram no mundo das drogas e até do tráfico. Temos experiências de famílias que lamentam que seus filhos, quando crianças, faziam parte do grupo infantil, e até cantavam na igreja. Mas que hoje estão afastados do evangelho, e pior: alguns são alcoólatras, outros são fumantes e outros ainda entraram pelo mundo das drogas ilegais, como: maconha, cocaína, heroína, LSD (Dietilamida de ácido lisérgico) e tantas outras.
Por isso que é importante os adolescentes e os jovens aprenderem a dizer não às drogas, sejam elas criminalizadas ou descriminalizadas. Quero lhe apontar pelos dez razões para você dizer ás drogas:
1.    Porque assassina o nosso fiscal interno.
Quem viaja de ônibus sabe que em vez quando se depara com o fiscal da empresa. Ele não é querido por todos. Mas é um funcionário indispensável. Aliás, todo empresa de sucesso tem os seus fiscais.  Nós, também temos o nosso fiscal interno, chamado de consciência. Quando a pessoa passa a usar drogas, ele assassina esse fiscal interior. Aquela censura interna, a capacidade de autoexame, a lei da consciência inata em cada um de nós, é afetada mortalmente. A pessoa passa a fazer as coisas sem reflexão, baseada apenas na vontade e no instinto. 25 microgramas de LSD, por exemplo, é suficiente para deixar o usuário fora do ar por mais de 12 horas.
Esse fiscal consciência está presente na vida de qualquer homem, seja ele cristão ou não, possibilitando a negar o mal e fazer o bem e as coisas justas. Paulo escreveu assim: “porque, quanto os gentios, que não tem lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmo são lei, os quais mostram a obra da lei escrita em seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2. 14, 15).
Quem usa droga, com o tempo, ele mata a sua consciência das coisas certas e erradas. Ele se torna uma pessoa insensível e distante da realidade da vida. Nada lhe acusa e nada parece que é mais importante. A pessoa passa a ser um objeto dos traficantes e das drogas. 

2.    Porque destrói o nosso caráter e nossa personalidade.
Valores como organização, submissão, disciplina, respeito, espiritualidade, gratidão, cidadania são esvaídos da vida de quem é viciado em drogas.
A ética familiar fica logo comprometida. Os adolescentes e o jovens que passam a usar as drogas logo também passam a mentir para os pais, parentes e amigos. Aquela preciosa confiança de família e de todos os sólidos e saudáveis relacionamentos é quebrada. Com isso a confiança fica comprometida, o relacionamento se desfaz, o conflito se instala, gerando sofrimento para todos.
O pior que, quem usa droga muitas vezes não apenas fica na mentira e na desconfiança, muitos deles passam a roubar, assaltar, prostituir e até cometer homicídios. CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afirmou em 2012, o que todos já sabiam: que as drogas são a principal causa de crimes entre jovens de 15 a 17 anos.     

3.    Porque acaba com a nossa saúde física
As drogas podem gerar gastrite, pancreatite, cirrose hepática, insuficiência cardíaca, insuficiência respiratório, pressão alta, impotência, encolhimento cerebral por destruição dos neurônios, levando a deterioração intelectual, perda da memória e demência.
Quem usa droga está sujeito a pega AIDS, hepatite e sinusite e outras. O crack, por exemplo, induz abortos e nascimentos prematuros. Dizem que os bebês sobreviventes apresentam cérebro menor e tem muita dor de cabeça quando tocados e expostos ao sol. Demoram mais tempo para falar, ir ao banheiro sozinho e tem grande dificuldade de aprendizagem. 

4.    Porque rouba a nossa inteligência emocional
Nervosismo, irritabilidade, diminuição da coordenação motora, insônia, falta de concentração, delírios, depressão e ataque de pânico entram na vida de quem passa a usar as drogas; defraudando a sua inteligência emocional, deixando o individuo sem controle e domínio.  A pessoa pede a liderança de si mesmo. Liderar a si mesmo é mais importante que ser governo de um povo. Salomão escreveu: “melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade”(Pv 16. 32). Por isso que Deus, pelo fruto do Espírito Santo, dar a cada crente o domínio próprio, que nada mais é que liderança de si mesmo, de suas emoções, de seus sentimentos e de suas vontades (Gl 5. 22). 

5.    Porque nos tira a paz e harmonia interpessoal
Uma das sérias conseqüências dos entorpecentes é a violência. Todos nós sabemos que o aumento da violência está diretamente liga ao mundo das drogas. Geralmente quem usa droga não leva desafora para casa. Tentam resolver as diferenças e os conflitos na mão ou utilizando arma branca ou vermelha. É comum antes de algum crime o menino ou o jovem se drogar para aumentar a sua coragem, que nada mais é que agressividade.
Também no submundo da drogas se mata por qualquer motivo. Mata-se por dividas, para “apagar arquivo”, por brigas para tomar a “boca”, por vingança, para liquidar “cabueite” e até por diversão.
Por outro lado, também existem aqueles que se isolam dos familiares, dos amigos, dos colegas e das relações com as pessoas. Perdem a vontade de estar com as pessoas se relacionando, conversando e se descobrindo.  

6.    Porque nos aprisiona, deixando-nos sem liberdade
Augusto Cury disse: “A liberdade é a coroa de prazer de viver e o alicerce de personalidade saudável”. Muitos pesam que usar droga é sinônimo de liberdade, mas se enganam. Nas primeiras tragadas pode até dar essa sensação de liberdade, mas depois se descobre que não se pode libertar delas. Ai entre o desespero, a busca pela liberdade, que se torna muito mais difícil.
Todos os viciados tem o desejo de se libertar, querem ser curados e se ver livre de qualquer droga. O problema é que se encontram tão aprisionados ao vício, que não encontram forças suficientes para sair do mundo das drogas.

7.    Porque perdemos dinheiro
Quem está preso nas drogas não tem controle nem de si mesmo e nem do dinheiro que ganha. A pessoa fica sem responsabilidade e passa a gastar excessivamente. Sem contar que o individuo perde a produtividade e passa a faltar no trabalho de modo excessivo.
No caso dos estudantes, deixam de estudar, se ausentam da escola, perdem o prazer pelos esportes, provocando prejuízos econômicos para a família e para governo.
Os viciados, principalmente em cocaína, transformam em pó não apenas o dinheiro, mas também roupas, relógio, utensílios domésticos, chegando até a roubar dos familiares e de outras pessoas só para conseguir a droga.

8.    Porque saqueia a nossa felicidade.
Depois que homem perde dinheiro, que acaba com a saúde, que mata a sua consciência, que perde seu caráter, sua personalidade, sua harmonia, a paz com seu semelhante, que não mais domina nem a si mesmo, perdendo a sua própria liberdade, ele se torna um sujeito cabalmente infeliz.
Muitos no inicio de sua relação amorosa com as drogas hasteiam a bandeira da liberdade, do prazer e da felicidade. Mas depois que se descobre que estão escravizadas, que são dependentes, elas perdem o desejo de viver, perdem o prazer pela vida. Alguns chegam a pensar em suicídio.  

9.    Porque mata
A morte para quem é viciado ocorre tanto no aspecto social, físico e espiritual. Mas da metade dos acidentes de trânsitos é provocados por causa do álcool. Ele é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos. 95% das pessoas que descobrem que tem câncer de pulmão são fumantes e 80% morrem porque os médicos nada podem fazer.
Outra droga que mata rápido é o crack. Ele denominado por muitos como a droga da morte. É tão cruel que alguns traficantes são contra a sua venda.  Segundo o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, a cada três minutos uma pessoa morre por causa das drogas.

10. Porque é pecado
Em fim, ninguém deve entrar no submundo dos entorpecentes, porque teologicamente é um pecado contra Deus. Fere a santidade de Deus e propósito de Deus para o ser humano. Então quando alguém usa droga está ferindo a Deus, porque a droga fere a criatura de Deus. Todo mal feito contra o homem e contra a si mesmo, é um pecado contra Deus. Porque é desobediência ao mandamento de amar ao próximo como si mesmo.
Assim, de acordo com John Stott, pecado não é apenas uma transgressão contra Deus, mas contra a própria humanidade e contra a si mesmo. Quando pecamos agredimos a nossa natureza e nosso físico. Transgredimos não apenas a lei de Deus, mas a lei de nosso próprio ser. Por isso que Salomão escreveu que o pecado é o opróbrio dos povos (Pv 14. 34).
Esse conceito acerca do pecado está em perfeita conexão com as drogas. Quem usa droga agride a si mesmo, a família, a humanidade. Conseqüentemente agride ao Senhor Deus. Então quem usa droga está pecando.  

Quem é feliz não precisa de drogas. Portanto, simplesmente diga não para as drogas. Seja um craque da vida sem crack e sem qualquer outro tipo de entorpecente. Você tem muitas razões para dizer não.

Pr. Joventino Barros Santana

sexta-feira, 26 de julho de 2013

CUIDANDO DE SI MESMO


(Resumo do 8º capítulo de A Excelência do Ministério)
Stan Toler fez uma importante afirmação para os nossos dias, que todo ministro e vocacionado para servir no reino de Deus, deve levar em consideração: “em dia em que ninguém pastoreia o pastor, você precisa ser bom para tomar conta de si mesmo”. O ministro precisa cuidar dos outros, sem esquecer-se de si mesmo. Paulo já deu esse conselho há mais de 2000 anos. Ele escreveu para o jovem pastor Timóteo o seguinte: “tenhas cuidado de ti mesmo e da doutrina; continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como os teus ouvintes” (I Tm 4. 16).
Se no tempo de Paulo e Timóteo o ministro já tinha o desafio de cuidar não apenas do ensino, mas também de si mesmo; hoje esse desafio é muito maior. Pois vivemos em um tempo de constantes escândalos, fracassos morais, críticas, crises financeiras, protestos, corrupções, violências, ausência de amor e mudanças em toda a sociedade. Provocando também mudanças nas regras ministeriais. O que funcionava há algumas décadas, não funciona mais. O que alguns ministros fizeram, não mais dão certo.     
Todas essas mudanças exigem de nós habilidades, flexibilidade, adaptação, sem si deixar enganar pelas falácias do presente momento. Sendo, antes de tudo, honesto consigo mesmo e com a sua missão.
Pois ministro do evangelho precisa compreender que muitas coisas mudaram, até mesmo as formas de pastorear e liderar. Mas que a sua missão não mudou. As pessoas são pecadoras e continuam precisando de Cristo. Por isso que ele precisa evitar as distrações, controlar as pressões e saber lidar com as mudanças.
Por isso que jamais podemos parar de aprender. Se pararmos de aprender hoje, não teremos condição de ensinar a amanhã. Aprender deve ser um ato vitalício. Quem aprender adquire habilidades, amplia os horizontes, continua crescendo e alcançando sucesso.    
Pr. Joventino Barros Santana

quarta-feira, 24 de julho de 2013

COMO ENFRENTAR OS ATAQUES PESSOAIS

(Resumo do 7º capítulo de A Excelência do Ministério)
Nenhum pastor ou obreiro está imune ás críticas e aos ataques maldosos. Às vezes as críticas são feitas por alguns membros da própria igreja ou por pessoas que estão bem perto de nós, que fazem parte de nosso convívio. Porém, jamais devemos nos abater por causa disso. Afinal, de acordo com Stan, os que estão trabalhando no reino de Deus são aqueles com flechas nas costas. As críticas são inevitáveis. Por isso que os líderes, especialmente os pastores, precisam desenvolver habilidades para enfrentar os ataques pessoais.
Entre elas, pode ser apontada certa dose de ausência de sensibilidade. Pois muitas observações ligadas á liderança, aos obreiros e aos pastores não valem apena ser levadas a sério. Infelizmente as pessoas tendem a reclamar dos líderes por qualquer coisa que dê errado, mesmo em suas vidas pessoais, expostos em dardos verbais. Por isso que é necessário olhar além das palavras, buscando entender a origem dos comentários, sem afligir-se e até ignorando-os.
 E uma das melhores coisas que se pode fazer é aprender a esquecer dos insultos, perdoando as pessoas por suas falhas, não levando em conta aquelas palavras feitas no calor de algum argumento ou de alguma reunião, deixando-as livres de suas ignorâncias, para seguirem em frente, se possível ao seu lado.
Também é importante lembrar que se existem pessoas que nos criticam, que não aceitam o nosso modo de liderança e de cuidar das coisas de Deus e das pessoas, há muitas outras que nos admiram, que nos aplaudem, que sempre estão dispostas para nos motivar e nos auxiliar. São verdadeiros amigos, cujos conselhos são chuviscos que regam a nossa vida, dando ânimo e vigor para continuar a marcha. Para cada pessoa que não acredita em você, há dezenas que estão ti aplaudindo, dando um pouco de sua vida por você. Essas pessoas não podem ser esquecidas. Devemos cuidar delas e colocar-las sempre á nossa volta. Elas são uma base de apoio.
Por fim, se queremos vencer as criticas e todo o ataque maldoso não podemos ficar olhando pelo espelho retrovisor, lamentado o passado e pensando nas críticas.  É preciso olhar para frente, para o alvo estabelecido por Deus para sua vida. Quem tem o propósito de Deus fixado em sua mente não tem tempo para ficar remoendo as amarguras do passado. Na vida do homem de Deus há coisas mais importantes que catalogar insultos em arquivos. Stan afirma que o tempo tem um jeito peculiar de embotar as mais agudas flechas.
Então continue avançando e cumprindo o propósito de Deus em tua vida.
Pr Joventino B. Santana

quinta-feira, 18 de julho de 2013

UM NOIVADO FELIZ (Bahia, jequié, Assembleia de Deus)


Ao passo que o namoro é um período de conhecimento um do outro, e até de si mesmo na convivência. O noivado é um período de preparação para o casamento. Esse período deve ser dedicado para preparar a casa, os móveis, roupas e até a cerimônia de núpcias.

Mas como ter um noivado abençoado?

1.    Não se esqueça de buscar a direção de Deus em tudo. O crente deve ser sempre guiado por Deus. O Espírito Santo nos veio guiar em tudo (Jô 16. 13). No entanto, o jovem e a moça precisa sempre está em oração, buscando a face de Deus e meditando em sua palavra, com o intuito de entender a vontade de Deus. É bom lembrar que a vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável. Paulo disse: “e não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, a perfeita, e a agradável vontade de Deus” (Rm 12. 1).

2.    Entenda que o noivado é um compromisso. O noivado não é qualquer coisa. Que hoje pode ser feito e manhã pode ser desfeito. Então, antes de dar o passo para se noivar, entenda que  é um compromisso que você está assumindo. Este compromisso envolve três ângulos:

·         Social. Pois o noivado é um compromisso social. Não envolve apenas os noivos, mas a família, os amigos, igreja e a sociedade.

·         Moral. Pois o noivado é um compromisso não apenas emocional, mas moral. Não é coisa de criança, é coisa de adulto, que assume uma responsabilidade de amar e não defraudar o outro. Conta que em Belo Horizonte um jovem apostou com os seus amigos que casaria com uma determinada moça. Ele namorou a menina, se noivou e casou e depois deixou a moça, dizendo que era uma brincadeira. Isso é grave, imoral e crime. Jamais se deve brincar com os sentimentos e com a moralidade das pessoas.

·         Espiritual. Pois o casamento é uma invenção de Deus. O noivado deve ser assumido perante o Senhor. A Bíblia nos ensina que tudo que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3. 17).

3.    Não avance antes do sinal está verde. Compreenda que o noivado não confere liberdades sexuais. Neste período é bom o jovem e a moça colocar em prática a famosa orientação de trânsito: “mantenha distancia”. Procure obedecer ao conselho de Paulo ao jovem Timóteo: “conserva-te a ti mesmo puro”. Por isso que alguns chagam afirma que o ideal é namoro longo e noivado curto. Eu digo que o namoro pode até ser longo, mas quanto mais o noivado for curto, melhor.

4.    Olhe para frente. Alguém disse que “amar não olhar um para o outro, mas olhar juntos para a mesma direção.” O noivado falar exatamente de algo que está longo à frente – o casamento. Assim, os dois não podem apenas se encontrar, mas trabalhar duro se preparando para o enlace matrimonial e para viver a vida a dois.

5.    Se prepare para independência dos pais. O casamento antes de ser uma união entre duas pessoas que se amam, é um deixar, é uma separação, é um rompimento que envolve a vida moral, emocional, financeira e geográfica. A moça deve sair de casa para viver com o seu marido. O filho agora se torna cabeça de um lar, separado de seus pais. Eles se formam uma nova célula familiar independente. Por isso que se você pretende se casar, busque construir, comprar ou alugar uma casa. Compre seus móveis, busque equilíbrio financeiro e vá viver sua vida com seu cônjuge. O antigo mandamento para quem quer casar é esse: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão uma só carne” (Gn 2. 24; Mt 19. 5; Ef 5. 31)

6.    Se prepare para dependência pelo resto de sua vida. Por outro lado, o casamento é um ligar, um unir, um torna-se dependente. O casamento é pacto perante Deus e com a pessoa amada, que não pode ser quebrado. O plano de Deus é que só a morte o separe. Nada mais pode quebrar o matrimônio. Então, durante sua vida, você estará ligada ao seu cônjuge e será eternamente um devedor ao outro. Por isso que Paulo disse: “o marido conceda a esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido” (I Cor 7. 3). A união conjugal é um cimentar, que se quebrado, nunca mais poderá ser restaurado.

 Portanto, se prepare para viver a vida a dois, sabendo que o casamento é uma invenção divina para tua alegria e para bem da humanidade. Por isso que ele deve ser honrado e preservado. O desconhecido autor da Epístola aos Hebreus disse: “honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula (Hb 13. 4).

terça-feira, 2 de julho de 2013

CARACTERISTICAS DO LÍDER PENTECOSTAL



O Perfil do Líder Pentecostal


Precisamente em 14 de abril de 1906, na Califórnia, em los Angeles, na Rua Azuza, 312, nos EUA, nascia o grande avivamento pentecostal por meio de um afro descendente, filho de ex-escravos, por nome de William Seymour.
O inicio do avivamento pentecostal foi tão intenso, que em menos de dois anos já havia se espalhado por mais de 50 nações e em todas as cidades dos EUA, com mais de três mil habitantes. Chegando aqui no Brasil, em Belém do Pará, em 1910, pelos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren.
Em 1911, em 18 de junho, foi fundada a Igreja da Missão Apostólica da Fé, que posteriormente, em 1918 recebeu o nome de Assembleia de Deus. A igreja foi fundada com 17 irmãos e os dois missionários: Berg e Vingren. Em dois anos já tinha missionário no exterior e 1931, sem recursos financeiros, a chama pentecostal já havia chegado a todos Estados do Brasil.
Hoje 50% dos evangélicos do país são da Assembelia de Deus. Só na ultima Convenção Geral, reunimos mais de 24 mil pastores. Temos milhares de templos, professores de EBD, dirigentes de circulo de oração, missionários, pregadores, obreiros e pastores.

Mas qual é perfil do líder pentecostal? O que retrata o obreiro pentecostal? Quais traços formam a sua identidade, seu perfil?

Observando a biografia de homens como William Seymour, Lewis Pethrus, Daniel Berg, Gunnar Vingren, Samuel Nyström, Canuto de Lima, Paulo Leivas Macalão, José Rodrigues Santana, Pastor Cícero Pedro e tantos outros que marcaram a obra pentecostal no Brasil e no Mundo, podemos apresentar os seguintes traços de quem deseja servir no evangelho de poder.

1. Assim como William Seymour, a maioria absoluta dos líderes e pastores pentecostais tem uma origem humilde. Seymour por exemplo, era um afrodescendente, filho de ex-escravos, pobre e que foi discriminado até mesmo entre os crentes. Nas aulas de Parham, ele não podia sentar com os outros na sala. Razão pela qual assistia às aulas no corredor.
A maioria dos obreiros pentecostais são pessoas humildes. Parte dos seus líderes, não teve a oportunidade de fazer uma grande faculdade de Teologia. Por isso são discriminados e criticados. Mas nada disso tem sido impendimento para Deus usá-los. Nada disso pode deter-los na obra de Deus. Tudo isso é pequeno adiante do grande propósito de Deus em tua vida. Davi era o menor dos irmãos. Na concepção dos homens, e até do homem de Deus – Samuel – jamais ele poderia ser o rei de Israel. Mas foi Davi que Deus escolheu. Foi ele que Deus usou para matar um urso, depois um leão, depois o Gigante dos filisteus e por último ele enfrentou a gigante responsabilidade de governar e pastorear a nação de Israel. Pois Deus sempre usa as coisas pequenas e humildes. Veja só o que está escrito em I Cor 1. 26 – 31:

Porque vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobre que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são.
Se Deus ti chamou, não importa a tua origem, se tu és de família rica ou pobre, se da periferia da cidade ou não. Deus não se importa com isso. Pois, afinal, todos têm uma única origem. Deus! Aleluia!

2. Não apenas crer na doutrina da santidade como um atributo de Deus ou como uma conseqüência da redenção em Cristo. Os obreiros e pastores pentecostais buscam refletir a santidade de Deus em suas vidas. O verdadeiro obreiro pentecostal faz questão de ser reconhecido como homem de Deus não pela sabedoria intelectual ou pela quantidade de diplomas. Ele é reconhecido pelos seus atos e pelas suas obras. Ele busca refletir a luz de Deus, a santidade de Deus e glória de Deus. Foi Jesus que disse: “Assim resplandeça a vossa luz adiante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifique o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16)
Assim como o espelho reflete a nossa imagem, revelando como estamos, o crente, especialmente os líderes, devem refletir a imagem de Deus, revelando sua santidade, sua pureza e seu poder. O mundo vai ver Jesus pelas nossas vidas. Pelas nossas obras.
Você está refletindo Deus? As pessoas da igreja e do mundo conseguem ver Jesus pela sua vida? Uma pregação por meio de palavras dura em torno de meia hora. Mas a pregação por meio de nossas vidas dura para sempre. Por isso que Paulo deu o seguinte conselho ao jovem líder Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (I Tm 4. 12)
Seja um testemunho vivo de Cristo por meio de seu exemplo de santidade, pensado os pensamentos de Deus e querendo o que Deus quer. John Brown, teólogo suíço, disse que “santidade consiste em pensar como Deus pensa e querer o que Deus quer”. E é verdade. Pois temos a mente de Cristo (I Cor 2. 16).

3. O líder pentecostal sabe que antes de tomar qualquer medida, de fazer alguma reunião, de tomar alguma decisão, de falar alguma palavra, se deve orar. O obreiro pentecostal não pode ser precipitado em nada. Ele não se aflige com facilidade nem demonstra fraqueza adiante dos grandes problemas do dia a dia e da igreja. Ele sabe que foi chamado para ser parceiro de Deus. E como parceiro de Deus ele anda com Deus e fala com Deus. Ele tem uma vida de comunhão com Deus por meio da oração. A oração é coisa mais importante de nossas vidas. Pois quando nada mais resolve, a oração tem a solução. Aleluia!
Diz que Seymour não pregava muito, mas orava bastante. Nos Cultos sua pregação era de 15 a 30 minutos, e passava a maior parte do tempo, sentado no púlpito de madeira, com as mãos no rosto, intercedendo e orando. Em quanto isso Jesus curava, batizava e salvava. No grande congresso mundial das Assembleias de Deus no Brasil, 1998, David Cho disse que orava 4 horas por dia. Diz que Canuto de Lima só saia do quarto depois que Deus lhe revelava a mensagem por meio da oração.
Meus amados, nós precisamos de fato de uma vida de oração. Estamos fingindo que estamos orando. Muitos obreiros, mesmo no período da oração da igreja, não oram e igreja ver isso. Ficam no púlpito sentado, outros na secretaria, outros conversando, se ocupando com coisas fúteis.
Mas o que Deus disse a Salomão é válido para essa geração de crentes e líderes: “e se meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr 7. 14).
Não basta dizer que é de Deus e chamar pelo seu nome. Não basta apenas ter recebido a consagração e ter títulos. É necessário orar e se humilhar perante ele. Pois uma das principais razões do sucesso do obreiro está nos joelhos.

4. O líder pentecostal geralmente não é um grande conhecedor de Teologia, mas tem uma profunda intimidade com a Bíblia. Eles não lêem muitos livros, mas costumam ler a Bíblia. Pastor Cícero Pedro disse que já leu a Bíblia mais de 80 vezes. O Pastor João Frei disse que costumava ler a Bíblia duas vezes por ano. Ainda não sou como um deles, só li a Bíblia toda, três vezes. Mas independentemente disso, temos que meditar na Bíblia diuturnamente. O Salmo primeiro diz: “antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite
A Bíblia é a nossa bússola, nossa regra de fé e prática. Tudo que precisamos saber está nela. Aleluia.
A diferença do obreiro pentecostal para os demais, é que os outros até sabem o que a Bíblia diz, mas o obreiro pentecostal sabe onde ela diz, onde está escrito. Ele tem uma prática que é muito boa: decora versículos. Isso é bom. Uma prática esquecida por muitos. Às vezes fico admirado com as pregações do Pastor Cícero Pedro. Ele costuma citar de cor nada menos que 10 versículos.

5. Por fim, sem dissecar o tema, o líder pentecostal fala em línguas. Até pelo fato que ele só pode ser obreiro se for batizado com o Espírito Santo. Ele deve ser uma pessoa cheia do Espírito. David Cho disse que fala em línguas todos os dias. Todos os dias os crentes deve ser renovado no poder de Deus. Em II Cor 4.16 está escrito: “não desfalecemos; mas ainda que nosso exterior se corrompa, contudo o nosso interior se renova de dia em dia. Ou seja, temos que ser renovado todos os dias. Todo culto é uma oportunidade de renovação, de falar em línguas.
Têm obreiros pentecostais que não mais são pentecostais. Não tem mais fervor, não tem mais fogo, não tem mais graça. Não tem mais poder. Os olhos estão secos, a boca está travada, o coração está gelado.
Mas receba renovo de Deus. Não deixe o tempo apagar a chama do teu coração. Não deixe que os títulos  e as posições sejam um impedimento de cultuar com graça no meio dos irmãos. Se renove, fale em línguas sempre. A Bíblia diz em I Cor 14. 4: “o que fala em línguas estranhas edifica a si mesmo”.

Para darmos continuidade a essa grande obra, precisamos ter o traço da humildade, o traço da santidade, o traço da oração, intimidade com a Palavra de Deus, ser renovado com o poder do Espírito Santo todos os dias. Seja o retrato perfeito daquilo que Deus planejou para você.




sexta-feira, 14 de junho de 2013

SEIS PASSOS PARA UMA VIDA DE ORAÇÃO DINÂMICA


Uma Vida Devocional dinâmica
(Resumo do 6º capítulo de A Excelência do Ministério)
Assim como os atletas treinam diariamente, ás vezes até exaustão, com o objetivo de conseguir os resultados desejados. Os crentes, especialmente os ministros do evangelho, devem ter uma vida devocional dinâmica, regada pela oração. Pois da mesma maneira que os atletas não podem ganhar sem disciplina física, não podemos ter êxito sem disciplina espiritual.
Semelhante a Jesus Cristo, precisamos da prática da oração. A nossa alma precisa ser alimentada todos os dias. Não devemos orar apenas para preparar a mensagem, mas sobre tudo para aquecer o coração com a chama divina. Pois de fato a oração é a coisa mais importante que alguém pode fazer nesta vida.
Se quisermos ver as poderosas maravilhas da graça de Deus e do poder divino, em vez de fracasso e decepções da fraqueza, a igreja, principalmente o pastor, precisa aceitar o permanente desafio de Deus: “clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jr 33. 3). É com razão que escreveu o missionário e estadista Hudson Taylor: “o poder da oração nunca foi totalmente experimentado em qualquer igreja”.
Mas como ter uma vida de oração dinâmica e disciplinada?
Stan Toler aponta os seguintes passos:
1.    Ore diariamente. No mundo que vivemos de forte ativismo e de constante agitação para se conseguir o pão de cada dia e uma vida mais equilibrada economicamente, não é difícil a oração se tornar o item B ou C de nossas vidas. Não temos mais tempo para orar. No entanto, não podemos permitir que a oração ocupe um lugar secundário em nossa agenda. Ela é merecedora do item A. Pois a oração é nossa fonte de força e de intimidade com Deus. Quando oramos, temos paz interior, ligação com Deus, sucesso em nossas decisões. Vaticina Stan Toler: “Ore hoje, e tome a decisão de orar todos os dias”. Pois a oração deve ser uma prática diária. Um hábito como escovar os dentes pela manhã. Portanto, não fique nenhum dia sem falar com Deus.
2.    Ore primeiro. Stan Toler comenta que, se deixarmos para orar no fim do dia, algo com certeza invadirá agenda e tomará o lugar da oração. Antes de iniciarmos as atividades do dia, devemos iniciar com ação de orar. Ou ore primeiro ou poderá passar o dia todo sem orar. Faça da oração o primeiro item de ação de cada dia. Portanto, coloque o relógio para despertar trinta minutos antes do habitual e dedique esse tempo á oração e á meditação na palavra. Saia de seu quarto abastecido para enfrentar o seu dia.
3.    Ore “para cima”. A maioria das nossas orações tem um foco para baixo. Sempre estamos orando a favor de nós. Sempre nos apresentamos a Deus para falar de nossas necessidades, dos nossos desejos e dos nossos sonhos. Sempre estamos orando pedindo as coisas a Deus. È bem verdade que também podemos pedir. Mas não podemos permitir que nossas orações se tornem egoístas. Devemos também orar “para cima”, dando louvor, glória e rendendo ações de graças a Deus, por todos os seus benefícios por nós. O Sl 100 canta: Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei seu nome. Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e sua verdade estende-se de geração a geração”.
4.    Ore “para fora”. Muitas pessoas só oram “para dentro”, a favor de si mesmas. Mas também temos o dever de orar para fora, a favor dos outros. Quando Jó deixou de orar para dentro, só por si mesmo, e se lembrou de seus amigos, intercedendo por eles, Deus mudou o estado da vida de Jó. A Palavra afirma: “E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía” (Jó 42. 10).
5.    Ore grande. Ora grande é orar com fé. Sua fé é pequena? Se ela for do tamanho de um grão de mostarda já dá para mover uma montanha! Já dá para conseguir grandes coisas de Deus. Porque Deus “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que opera em nós” (Ef 3.20).  Ore com fé, de forma grandiosa, e se prepare para ver grandes coisas da parte de Deus em tua vida.
6.    Ore constantemente. Separar um tempo para orar é importante, mas ter uma atitude e uma vida regada pela oração é vital. Paulo falou sobre isso quando disse: “Orai sem cessar” (I Tss 5.17). Stan Toler incentiva: “permita que as orações subam do seu coração ao longo do dia” em forma de agradecimentos pelo pão, em súplica por proteção, em louvor pela sua majestade e até em confissão imediata de algum pecado.
Ore!
É bem verdade que ninguém tempo disponível para orar e para meditar na Palavra. Porém retire da agenda alguma coisa importante e até urgente e ore. Porque nada é tão importante e urgente quanto orar. Por isso “não passe outro dia sem uma experiência vibrante de oração”.
Obs.: Nesse resumo houve acréscimo por minha parte. Mas o texto continua retratando o pensamento do autor do livro. 
Pastor Joventino Barros Santana

sábado, 8 de junho de 2013

O QUE É NECESSÁRIO PARA A SAÚDE PASTORAL?


Passos para a Saúde Pastoral
(Resumo do 5º capítulo de A Excelência do Ministério)

Muitas pessoas, até irmãos na igreja, pensam que os pastores tem bastante tempo de folga. Não é verdade. Os pastores comprometidos com a causa do Reino de Deus e com a congregação têm muitas ocupações. Eles não têm jornada de trabalho e nem carga horária. Geralmente estão disponíveis á igreja 24 horas. É comum trabalharem 12 horas ininterruptas por dia, sete dias da semana. Pois são muitas as suas atividades, tais como: telefonemas, estudos, visitas, preparações de mensagens, pregações, aconselhamentos, reuniões, resoluções de conflitos entre irmãos e departamentos, administração dos bens da igreja, sem conta que é preciso de tempo para ouvir as pessoas, simplesmente porque gostam da gente e quer falar conosco para saudar, dá um abraço, conta uma benção, fazer um agradecimento, dá um elogio ou até fazer algumas observações acerca dos trabalhos da igreja.

De fato agenda pastoral é agitada e cheia de atividades significantes. No entanto, o homem de Deus precisa cuidar dos outros, sem descuidar da sua família e de si mesmo. Para isso é importante observar os seguintes passos:

1.    Descanse bastante. Busque dormir na hora certa e o suficiente. Quando estiver estressado, procure um tempo de folga e dê uma relaxada.

2.    Tire dias de folga. A maioria das pessoas tem pelos menos um dia de folga durante a semana. Enquanto as pessoas descansam aos domingos, os pastores estão em plena atividade, trabalhando. Então escolha algum outro dia da semana e tire um dia de folga para você e sua família.

3.    Desenvolva boas amizades. É comum o isolamento no ministério. A vida no ministério, já escreveu A. W. Tozer, é uma vida solitária. O topo é bom, mas geralmente você fica sozinho. Ai é importante descer para construir e conservar as boas amizades. Pois, como escreveu Salomão: “o olhar de um amigo alegra o coração e as boas palavras fortalecem até os ossos” (Pv 15. 30). 

4.    Tenha um passa tempo. Todos os ministros do evangelho precisam de algum momento de lazer; de fazer algo que não seja trabalhar no ministério. Isso liberta a mente, alivia o stress e renova as forças para continuar trabalhando e produzindo no reino. De um trabalho para outro é necessário intervalo. A natureza é assim. Por isso que existem as estações.

5.    Mantenha sua vida devocional diária. É claro que os ministros do evangelho devem orar e estudar a Bíblia, pois essas coisas fazem parte de seu ofício sacerdotal. Mas também se devem orar e ler a Bíblia para estreitar a intimidade com Deus, para não se tornarem profissionais de igrejas, mas em homens de Deus.

6.    Busque auxilio assim que precisar. Devemos ter sempre em mente que, ninguém consegue fazer nada sozinho. Estamos constantemente precisando das outras pessoas. Então, “se está exausto, procure um médico. Se tiver um problema espiritual ou emocional, fale com um conselheiro. É verdade que todos nós somos ajudadores que precisam de ajuda”.

Em nossa missão de curar almas, não podemos negligenciar a nossa própria alma. Precisamos ter saúde física, emocional, moral e espiritual para cuidar das pessoas. Então, é imperativo que o pastor cuide de si mesmo. Paulo disse: “tem cuidado de ti mesmo” (I Tm 4. 16).

Obs. Para os pastores de tempo integral, até que é não muito difícil cumprirem esses passos. Com disciplina, dá para ter um tempo de folga, de descanso e lazer. O maior problema, especialmente nas ADs do Brasil, é para os pastores auxiliares, que não vivem integralmente da obra. Eles têm que trabalhar durante a semana e dar assistência á igreja durante á noite, especialmente nos domingos. É muito difícil para esses ministros tirem algum dia da semana de folga. Têm que trabalhar e dar assistência à igreja. Mesmo assim, o conselho é que se faça algum esforço, para conseguir algum tempo de folga, para si mesmo e para a família. Não adianta esforçar tanto, e depois perder a graça e a leveza da vida. O princípio do sábado, de um dia de descanso, continua atual e é bíblico. Então, descanse.

Pr. Joventino Barros Santana

quarta-feira, 5 de junho de 2013

FORTALECENDO O CARÁTER

 


Chaves ao Caráter Forte[1]
(Resumo do 4º capítulo de A Excelência do Ministério)

Numa simples transição comercial, há vendedor que é capaz, dissimuladamente, pisar na balança para aumentar o peso do produto. O espírito do momento é levar vantagem em tudo. Muitas pessoas, até líderes religiosos, estão vendendo o caráter por qualquer coisa que lhes beneficiam.
Stan Toler afirma que o caráter dos líderes está sob constante prova. A todos os momentos somos tentados. A pressão é muita forte e só tem aumentado nos últimos anos. Cada vez mais o público e até a família exige dos seus líderes. E os líderes terminam exigindo mais de si mesmos.

Em meio a tanta pressão, os líderes, especialmente os pastores e obreiros do reino de Deus, precisam fortalecer o seu caráter para não ceder às tentações. Para manter o caráter forte e íntegro, segundo Stan Toler, se faz necessário o seguinte:

1.    Autodefinição. O líder precisa entender quem ele é, qual a sua missão e para que foi chamado. Ele precisa conhecer a si mesmo; seus pontos de vulnerabilidade e seus pontos fortes. Isso o ajuda a ter uma definição clara de quem ele é. Pois a historia não nos julgará pelo que sabemos e nem pelo que fizemos, mas pelo que somos.

2.    Autoexame. O líder precisa olhar para dentro de si mesmo. Pois o nosso caráter tem mais haver com o que está dentro do que com o que está fora. É o coração que determina a atratividade da tentação. Por isso que precisamos olhar para nós e nos examinar sempre. Pois todos os dias as pessoas estão nos olhando. Observando nossas escolhas, nossa forma de relacionamento com as pessoas, nossa reação ás críticas e até nossas atitudes particulares se combinam com as nossas palavras em público.

3.    Autodisciplina. O líder disciplinado conhece suas fragilidades. Por isso busca sempre manter o domínio do Espírito em sua vida. Ele sempre busca dominar seus pontos fracos, maximizando os pontos fortes. Ele tem o controle, principalmente de sua vida. Ele é o líder de si mesmo.

4.    Autorelatório. Faça pergunta a si mesmo: há algum pecado não confessado em minha vida? Tenho lido a Bíblia sempre? Qual tem sido a minha luta? Tenho orado diariamente? Como está minha vida espiritual?

Stan Toler termina dizendo que, “grande realização mais caráter fraco é igual a desastre. Mantenha o caráter forte e sua influência será igualmente forte”.



[1] O título deste capítulo é “Chaves ao Caráter Sem Defeito”. Mas preferir colocar Chaves ao Caráter forte, porque entendo que todos nós temos as nossas limitações e não existe ninguém perfeito. Às vezes podemos ser surpreendidos com alguma falha de caráter, o que não significa ausência de caráter.