Em Apocalipse, no terceiro
capítulo, versículo 11 está escrito: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens,
para que ninguém tome a tua coroa”.
Essa promessa e essa
advertência foram dirigidas para a igreja de Filadélfia, que estava localizada
na Ásia Menor, hoje uma poção da Turquia Asiática. O nome Filadélfia significa
“amor fraternal”. Esta era uma igreja
amorosa, sabia amar, pois ela guardava a Palavra de Deus, mesmo em meio ás
perseguições. A identidade de cristão é o amor. Jesus disse que seríamos
identificados como os seus discípulos se amassemos uns aos outros, assim como
ele nos ama. Olha como ele disse: “um
novo mandamento vos dou: que os ameis uns aos outros, como eu vos amei a vos,
que também vos uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois os
meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13. 34, 35).
Amar não é muito fácil. E
amar como Jesus é muito mais desafiador. Mas Deus nos concedeu um grande auxílio
para que possamos amar como Jesus ama. Ele nos deu o seu Espírito, que por sua
vez derrama o amor de Deus em nossos corações, nos capacitando a praticar esse
novo mandamento de Cristo de amar uns aos outros como ele nos amou. Por isso
que Paulo escreve: “porquanto o amor de
Deus está derramado em nosso coração pelo Espirito Santo que nos foi dado”
(Rm 5. 5). Aleluia!
Outra observação
interessante acerca da igreja de Filadélfia é que a porta estava aberta adiante
dela. Jesus disse: “eis que adiante de ti
pus uma porta aberta, e ninguém pode fechar” (Ap 3. 8). Quando Deus abre
uma porta nada pode fechar. Nem mesmo o inferno. Se Deus abriu uma porta para você,
passe por ela, vá em frente e cante o hino do triunfo.
Mas, hermeneuticamente, essa
porta refere-se à porta do evangelho. Deus havia dado condições aquela igreja para
pregar o evangelho para as pessoas que passavam pela cidade de Filadélfia. Da mesma
forma, embora com diversas leis sendo aprovadas, praticamente legalizando toda
a forma de pecado, ainda temos adiante de nós uma grande porta aberta no Brasil,
para pregar com liberdade o evangelho transformador de Jesus. Temos, como arautos
do Rei, o dever de pregar esse a evangelho enquanto a porta ainda está aberta.
Enquanto se espera a iminente volta de Jesus para buscar sua igreja devemos pregar fervorosamente
o seu evangelho. Pois ele está voltando. Aliás, essa é uma promessa que ele
relembra a igreja de Filadélfia (Eis que venho sem demora).
Bíblia encerra falando da
volta de Jesus. Por três vezes, no último capítulo das Escrituras Sagradas, o
próprio Jesus expressa dizendo: “eis que cedo venho”. Em Ap 22. 7: “eis que cedo venho. Bem aventurado aquele
que guarda as palavras da profecia deste livro”. Mas adiante, depois de cinco versículos,
novamente: “eis que cedo venho, e o meu
galardão está comigo para dar cada um segundo a sua obra” (Ap 22. 12). E, ao
encerrar o livro, no penúltimo versículo (Ap 22. 20), Jesus fala: “Aquele que testifica essas coisas dizem:
certamente cedo. João, não resistindo o poder da promessa, clama, fazendo a
última oração da Bíblia: “Ora, vem Senhor
Jesus”. Está é a nossa grande esperança.
Mas ao fazer essa promessa
para igreja de Filadélfia, ele advertiu: “guarda
o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Como crentes em Cristo, possuímos
alguma coisa de valor que devemos proteger e conservar, para não perdermos a
nossa coroa.
O que é que o crente tem que
deve guardar?
Temos um depósito.
Paulo disse para Timóteo ao
concluir sua primeira carta: “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi
confiado” (I Tm 6. 20). Ao iniciar a segunda, no versículo 14 do
primeiro capítulo, ele repete para Timóteo: “guarda o bom depósito pelo
Espírito Santo que nos dado”. Portanto, o crente tem um depósito dado
por Deus.
Mas para que serve um
depósito? Para guarda coisas de valores e que tem utilidade.
E o que é que devemos guardar neste depósito?
Primeiro,
neste depósito devemos guardar a Palavra de Deus.
Jesus disse: “se alguém ama guardará a minha palavra” (Jo 14. 23). Uma prova
que você ama a Jesus é quando você pratica o que Jesus ensinou. Quando não
amamos a Jesus não damos importância para sua palavra. Não procuramos guardá-la
em nosso coração. Rejeitamos a Palavra de Deus.
Quando guardamos e
praticamos essa palavra alcançamos vida, felicidade, alegria, paz na alma e
comunhão com Deus. Essa palavra nos aproxima de Deus, dando-nos a esperança de
dia habitarmos nas moradas celestiais. E isso não está longe, o tempo está
próximo (Sl 1. 3; Ap 1. 3; I Jo 2. 5; Ap 22. 7).
Segundo,
neste depósito devemos guardar a fé. Paulo ao encerrar sua
carreira gritou: “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (II Tm
4. 7). A fé se origina pela Palavra,
pois a fé vem quando se ouve a pregação da Palavra de Deus. Temos fé em Jesus
como salvador, porque tivemos o privilegio de ouvir a pregação do evangelho. Ninguém
pode acreditar se não ouvir. Por isso que a fé nasce por meio da Palavra Viva
de Deus.
Essa fé deve ser guardada,
conservada, protegida, pois ela “é o
firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não
veem” (Hb 11. 1). Sem é impossível agradar a Deus (Hb 11. 6). Conserva a tua fé
fortalecida em Cristo. Não deixe nada abalar a tua fé.
Terceiro,
neste depósito devemos guardar a esperança. “aguardando
a bem aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso
Senhor Jesus Cristo” (Tt 2. 13). Temos uma esperança. Essa é uma grande
riqueza espiritual, incomparavelmente superior ao ouro e à prata. Ela não está depositada
na terra, não está deposita nos movimentos sociais, não está depositada nos
governos, não está deposita nas ciências, na está depositada na filosofia, não
está depositada nos ricos deste mundo, não está deposita na força dos exércitos,
está depositada na Organização das Nações Unidas. A nossa esperança está
reservada nos céus. “por causa da esperança
que vos está reservada nos céus, da qual já, antes, ouviste pela palavra da
verdade do evangelho” (Col 1. 5). Esta esperança é eterna (Tt 1. 2). Nem mesmo
a morte pode extingui-la. Por isso que sábio Salomão escreve: “mas o justo até na sua morte tem esperança” (Pv
14. 32).
Quarto,
neste depósito devemos guardar as vestes da nossa salvação. “eis
que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda suas vestes,
para que não ande nu e vejam suas vergonhas” (Ap 16. 15). Essas são as
vestes da salvação. Quando o homem pecou no jardim do Éden, ele perdeu as
vestes de glória. Ele percebeu que estava nu e sentiu envergonhado. Quando ouviu
a voz de Deus, se escondeu de Deus como se Deus pudesse esconder-se. Quando Deus
procurou saber por que havia se escondido, ele disse que estava nu. Ele havia
perdido a comunhão com Deus. A nudez representa ausência de santidade. A santidade
é a glória de Deus. Então, o próprio Deus, sabendo que o homem não pode ficar
nu, tomou a iniciativa e providenciou uma vestimenta para Adão e Eva. Essa vestimenta,
que confeccionada do couro de um animal, representa Jesus Cristo, que foi morto
para nos salvar, tirando-nos do estado de pecado, para o estado de santidade e
comunhão com Deus. Deus quer nos vestir com as vestes da salvação e nos cobrir
com o manto da justiça (I Tm 2. 4). O profeta Isaias escreve: “alegrar-me-ei no Senhor, a minha alma alegra
no meu Deus, porque me vestiu com as vestes da salvação, me cobriu com o manto
da justiça” (Is 51. 10).
Você já tem as vestes da
salvação? Já recebeste Jesus como o teu salvador pessoal? Tenho uma boa
noticia: ele tem uma veste de salvação reservada para você e um manto chamado
justiça para te cobrir. Receba.
Guarde o teu depósito. Não deixe
ninguém roubá-lo. Pois nele se encontra depositado coisas preciosas e de valor
eterno. Nele, entre outras coisas espirituais, está a Palavra de Deus, a Fé, a
Eterna Esperança e as Vestes da tua Salvação.
Pastor
Joventino Barros Santana
Amém! Excelente mensagem!
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